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A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA: UMA BUSCA PELA RESTAURAÇÃO DO COMPROMISSO DE FIDELIDADE AO NOIVO JESUS

  • Foto do escritor: Jeane Chaves
    Jeane Chaves
  • 8 de jul. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 19 de set. de 2025

"Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la? E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’. Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende" (Lucas 15:8-10).


Apesar da mensagem central da Parábola da Dracma Perdida ser a alegria de Deus no resgate daquele que estava perdido, e como cada pessoa é valiosa e importa para Ele, Jesus usou de plano de fundo cenários e símbolos que eram comuns às pessoas daquela época e que podem nos ministrar também sobre algumas coisas. Vamos ver a seguir:


A DRACMA


Era uma moeda da época que correspondia ao valor de um dia de trabalho. As dracmas tinham também um valor emocional para as mulheres daquele tempo e cultura local . pois poderiam ser usadas enquanto dote de casamento, formando, as vezes, um colar que o noivo dava para sua noiva (como a aliança em nosso contexto ocidental). Perder uma dessas dracmas significava ter um colar incompleto e ter aquilo que representava seu compromisso público com o noivo em estado de risco e fragilidadeA perda de só uma moeda comprometia todo o colar. A dracma por ser simbólica era insubstituível. Logo, a noiva não poderia aparecer em público nem diante do seu noivo sem o colar, sendo isso motivo de vergonha e desonra


Dracmas também poderiam ser um presente de casamento do pai, que a filha usava como adorno no dia do casamento em sua cabeça e penduradas em suas vestes. Quanto mais condição social a sua família possuía, mais moedas ela tinha. No caso dessa parábola  a mulher só tinha dez, o que nos dá pistas que ela era pobre, e daí entendemos ainda mais a angústia dela em perder uma das moedas.


A dracma pode representar para nós algo de valor espiritual, que temos recebido do nosso noivo Jesus (ou do nosso Deus Pai). A perda de uma delas, uma expressão do nosso compromisso de aliança com Ele que por algum motivo pode estar comprometida. Durante nossa jornada com Deus, somos constantemente tentados, pela nossa natureza caída e o discurso mundano, desconsiderar e  abrir mão de valores e princípios que parecem “insignificantes” ou pequenos, mas que, na verdade, são insubstituíveis e a sua ausência comprometem nossa aliança de fidelidade com Cristo. São coisas muitas vezes sutis, que não enxergamos como “grandes pecados”. Esses, na maioria das vezes, nem precisamos sair ou estar fora da igreja para cometer.



AS ATITUDES DA MULHER


Quando a mulher se dá conta da perda de umas das suas valiosas dracmas, que representava seu compromisso com o noivo, ela não age de forma indiferente, toma prontamente atitudes:



Acende uma candeia


As casas simples daquela época tinham chão de pedra ou areia batida e pouca ou quase nenhuma iluminação. Ou seja, era fácil perder moedas, mas uma tarefa difícil encontrá-las. Por isso, a mulher certamente não conseguira sem uma fonte de luz externa que a auxiliasse.


Na Bíblia, a luz é muitas vezes utilizada para representar:


  • A própria palavra de Deus (Salmos 119:105);

  • O próprio Deus (João 8:12 / 1ª João 1:5).


A mulher precisou de algo além, que a ajudasse a enxergar aquilo que somente a sua própria visão por mais esforço que fizesse não conseguiria ver. Existem coisas que somente Deus e a sua palavra podem abrir os nossos olhos, nos mostrar e convencer.  O Salmos 119:130 diz: “A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices”. Davi também escreveu no Salmo 139: 23-24:  “Examina-me, ó Deus, e conhece meu coração; prova-me e vê meus pensamentos. Mostra-me se há em mim algo que te ofende e me conduz pelo caminho eterno".



Varre a casa


Vasculhar a casa foi imprescindível para o encontro da estimada moeda. Por vezes, ao procurarmos coisas que queremos reencontrar vamos precisar nos deparar com outras que nem queríamos  ver ou lidar, mas que estavam ali de certa forma escondidas ou em difícil acesso. Quem nunca passou vassoura debaixo de um móvel para procurar algo que queria de volta e veio um monte de poeira e lixo juntos?


Para encontrar e reaver coisas que são valiosas à nossa aliança de compromisso e fidelidade com nosso noivo Jesus, também vamos ter que lidar com o desconforto de nos depararmos e nos  livrar dessas sujeiras que se sobrepunham às nossas “dracmas perdidas”.



Procura atentamente


Para procurar diligentemente a sua moeda, a mulher provavelmente precisou se abaixar muitas  vezes para investigar nos lugares mais escondidos.


Essa deve ser nossa posição diante de nosso Deus: humildade. Descer para reaver aquilo que perdemos do nosso relacionamento com Ele. Não encontraremos a restauração com espírito de altivez (Provérbios 16:5 / Salmos 51:17).



A CELEBRAÇÃO EM COMUNIDADE


Agora, essa mulher se alegra não sozinha, mas  junto as suas amigas e vizinhas, essa comunidade que se une a ela para celebrar a restauração do seu colar de compromisso e fidelidade com seu noivo. 


Essa é outra lição que podemos considerar nessa parábola: somos convidados  a celebrar a restauração da aliança do nosso próximo  com Jesus . Talvez não fomos nós que tivemos o “colar de dracmas” fragilizado, mas essa  restauração deve encher nosso coração de alegria, pois é o que há nos céus quando isso acontece.



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Como a mulher da parábola, cada dracma do colar de compromisso com o nosso noivo Jesus deve ser a coisa mais importante  e valiosa que possuímos. Somos convidados a observar e cuidar do estado dele, a nos pôr em ação se percebemos que ele está comprometido. Se você um dia já assumiu uma aliança com Cristo, mas de alguma forma teve esse compromisso fragilizado, não se conforme, nem se acomode. Levante-se! Procure, esquadrinhe, o próprio Senhor é a Luz que te ajudará nessa missão.



Por: Jeane Chaves Ramos




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