missionária & escritora
Nesta seção você encontrará meus textos devocionais que já foram publicados em outras plataformas de conteúdo cristão.
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Fardos emocionais e a graça de Deus).
Neste devocional vamos continuar pensando sobre a experiência da perda e do luto, mas dessa vez, observando a história de uma mulher da Bíblia, chamada Noemi. A história dela é narrada no livro de Rute. Noemi, sem dúvidas, foi uma mulher que sofreu muito. Ela experimentou a dor da perda seguidas vezes. Primeiro de seu marido, e alguns anos após, dos seus dois únicos filhos. Mas mesmo antes das perdas Noemi também já havia passado por algumas outras circunstâncias complicadas. Em um dado momento da sua história ela precisou sair da sua cidade natal com sua família para viver como estrangeira em uma terra que lhe era estranha em busca de pão, por causa da fome que Belém enfrentava (Rute 1:1). Já não bastasse estar em terra estrangeira, longe do seu povo, a Bíblia narra que “Noemi ficou sozinha, sem os seus dois filhos e sem o seu marido” (Rute 1:5). A vida de uma viúva nos tempos bíblicos era ainda tão mais complicada do que no nosso contexto ocidental de hoje. Na morte do marido, o filho homem da viúva se tornaria o responsável pelo amparo dela, já na ausência da figura masculina, adulta, na família, o que restava à viúva era depender da generosidade dos outros para sobreviver. Mas na difícil trajetória de Noemi, observo que houve um ponto crucial que poderia ter impedido todo o desenrolar final bondoso da sua história, que conhecemos hoje, se não fosse a graça de Deus agindo sobre a vida dela. O nome Noemi tem um significado muito especial, ele quer dizer: agradável/amável*. Mas houve um tempo, durante o luto, que Noemi rejeitou o seu nome, o trocando por Mara, que significa amarga ou amargurada. Ela por conta própria decidiu tornar a amargura a sua identidade. “Mas ela respondeu: "Não me chamem Noemi, chamem-me Mara, pois o Todo-poderoso tornou minha vida muito amarga!” (Rute 1:20). É comum encontramos na Bíblia Deus mudando o nome de pessoas. Ele chamou Abrão de Abraão, Sarai de Sara; trocou Jacó – enganador – para Israel, que como príncipe luta com Deus. Mas vejamos, Deus não trocou o nome de Noemi. Ela decidiu trocar! Colocando a mercê disso todo o porvir da sua história. Às vezes agimos como “Noemis”. Deus tem nos dado nome de vida, mas quando enfrentando situações devastadoras decidimos nos definir por elas. Resumimos tudo que somos e toda nossa existência no acontecimento infeliz da nossa história. Deus não tem isso para nós, e ainda bem que Ele também não tinha para Noemi. Os capítulos seguintes até o final do livro nos mostram a graça de Deus superabundando sobre a vida dela. Ele muda completamente a sua sorte, e transforma o luto que a levou para uma realidade solitária e desesperançosa em celebração de vida e sustento para sua velhice! E mais importante, traz de volta alegria ao seu nome, lhe devolve à identidade. Identidade que ela nunca deveria ter trocado. “As mulheres da vizinhança celebraram o seu nome e disseram: "Noemi tem um filho! " e lhe deram o nome de Obede. Este foi o pai de Jessé, pai de Davi” (Rute 4:17). Deus enviou o seu Filho para nos devolver a identidade. Recuperar o nosso perfil original. O que Ele nos criou para ser não muda conforme as misérias, tristezas, perdas, nem qualquer outra adversidade. Você não é aquilo que você passou, você é filha amada. Olhe para Jesus e reencontrará a sua identidade nele. Por Jeane Chaves Ramos *Bíblia Mulheres Diante do Trono – São Paulo: Mundo Cristão, 2014.
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Disciplinas espirituais).
Provavelmente a maioria de nós já leu ou ouviu a passagem bíblica sobre Jesus na casa das irmãs Marta e Maria, e o comportamento diferente de cada uma delas diante da visita do Senhor. Vamos meditar mais uma vez sobre essa passagem, mas agora focando não no posicionamento ocupado de Marta, mas sobre algo que, possivelmente, naquele momento e circunstância Jesus a estava chamando à atenção em amor, e que nós também podemos nos apropriar para os dias de hoje. O evangelista Lucas narra assim: “Caminhando Jesus e os seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra. Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: ‘Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude’! Respondeu o Senhor: ‘Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas, todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada’". (Lucas 10:38-42) Jesus estava com os seus discípulos falando-lhes a respeito da Palavra. Jesus era considerado mestre. Os seus discípulos eram como alunos que se juntavam a Ele para ouvir e aprender dos seus ensinamentos a respeito do Reino de Deus. Ou seja, naquele momento na casa de Marta e Maria, Jesus estava reunido com seus alunos(discípulos) em um momento de profundo ensino. Vamos ressaltar algo muito importante, existe um contexto histórico, cultural e religioso que precisamos considerar nessa narrativa bíblica, e um fato é: naquele contexto mulheres não tinham lugar no grupo de discípulos de um rabino (grande mestre, profundo conhecedor). As mulheres normalmente não eram bem-vindas em ocasiões daquele tipo, mas Jesus estava realizando uma dessas ocasiões exatamente na casa de mulheres. Jesus e suas atitudes que iam contra o entendimento tantas vezes equivocado que os judeus tinham a respeito do reino de Deus, estava mais uma vez trazendo algo novo. A ação de Jesus em chamar a atenção de Marta sobre ela estar preocupada e inquieta com muitas coisas, enquanto apenas uma é necessária, nos leva a uma reflexão de que naquela hora Jesus não estava somente ou simplesmente repreendendo Marta por seus afazeres, mas mostrando que no seu modelo subversivo de discipulado, também havia lugar para ela, mulher, aos pés do Mestre, sendo aluna, ouvinte, sendo instruída e capacitada na Palavra. Ela também tinha direito em conhecer sobre os mistérios de Deus. Isso provavelmente soou como algo novo e até confuso para Marta, uma mulher que segundo os costumes da época, se concentrava prioritariamente mais nos serviços do que em examinar a Palavra. Irmãs, de modo nenhum o texto tem intenção de provocar discurso feminista, ou diminuir e desprezar o nosso papel nos afazeres comuns do lar, e acredito plenamente que essas ocupações também fazem parte da vocação para a qual Deus nos chamou. Eu mesma, neste momento, estou me dividindo entre a escrita deste texto e a preparação do almoço para o meu marido. O que quero trazer à reflexão por meio do texto bíblico é que, apesar dos afazeres e ocupações, o acesso à palavra de Deus é algo valioso que recebemos, precisamos corresponder! Como mulheres temos tantas demandas, e que mudam conforme cada fase e realidade de vida, mas entendamos que apesar disso também temos séria responsabilidade com a dedicação às Escrituras, e isso não é menos importante, também somos chamadas a esse lugar de aprendizes do Mestre em nosso dia a dia. Inclusive é a Palavra e o conhecimento dela que necessariamente dará direção certa e sentido divino aos nossos demais afazes, sejam profissionais, ministeriais ou no lar, para que não andemos perdidas entre tudo isso. Quando observamos a Palavra tomamos posse do nosso lugar e papel no reino de Deus, e esta parte, irmãs, não nos será tirada. Por Jeane Chaves Ramos
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Caminhando com Jesus).
“Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água.” Salmos 63:1 (NVI). Você já conheceu um deserto? Talvez, assim como eu, você nunca tenha estado em um, mas provavelmente já ouviu falar sobre as condições que o caracteriza. Calor excessivo durante o dia, frio demasiado à noite, sequidão, escassez de água. São só alguns aspectos que geralmente marcam esse tipo de lugar. Certamente não é um local de circustâncias favoravéis ou agradável de se estar. Quando Davi escreveu as palavras do Salmo 63, era esse ambiente que o cercava: o deserto. Alguns estudos históricos especulam que ele compôs esse salmo enquanto estava fugindo do seu filho Absalão, que o queria matar e usurpar o seu trono. Se partirmos desse pensamento, imagine a tristeza no coração de Davi pela afronta de seu filho, somada ao cenário em que ele se encontrava no momento! Mas com tudo isso, o que mais chama atenção, é que mesmo em meio ao cenário desértico, o anseio de Davi não estava para pão e nem água, mas sim para a presença do seu Deus. E o salmista ainda completa dizendo que, pela presença de Deus a sua alma ficaria satisfeita como quando alguém tem rico banquete (Salmos 63:5). A atitude de Davi nos faz refletir nobre nossa postura de devoção a Deus, e até nos confronta para dentro de nós, ao pensar que, por vezes, nos encontrando em melhor estado e condição do que o personagem do salmo, deixamos para trás a busca insistente e intensa pelo nosso Senhor. Esfriamos facilmente na nossa caminhada com Cristo. Qualquer situação adversa, por mais simples que seja, se torna um motivo para esmurecer nossa fé, diminuir ou até mesmo eliminar qualquer esforço de constância. Refletindo ainda sobre para quê está nosso anseio, uma pergunta: o que temos buscado para satisfazer as nossas almas? Por muitas vezes procuramos contentamento em coisas temporais desse mundo, mas elas são ineficientes para suprir completamente nossas necessidades. “Eu sou o pão da vida.” (João 6:35), declarou Jesus aos seus discípulos, afirmando que aqueles que comerem desse Pão jamais terão fome, ou seja, é por esse alimento que de fato permanecerão saciados. É nos alimentando continuamente da presença de Jesus, por meio do nosso relacionamento devocional com Ele, que encontraremos a satisfação plena. Para isso, assim como o salmista, que tinha todo o seu ser ansioso pelo Senhor, é importante que tudo o que há em nós esteja envolvido nessa busca. Somos nós, rendidos a Deus, O amando de todo o nosso coração, de toda nossa força e entendimento (Deuterônomio 6:5). Nosso Deus é Aquele que não se relaciona para se autopromover. Na verdade, do nosso relacionamento com Cristo, nós somos os grandes beneficiados. Jesus não nos chama para uma caminhada com Ele por conveniência de ser devotado ou adorado. Ele é o que É, e permanece igual para sempre. Enquanto a nós, de diferente modo, necessitamos de álguém que seja a fonte que nos sacia e a presença que preenche o vazio de Deus que há no interior de todo ser humano. Jesus nos convida a um relacionamento para ser a nossa fonte inesgotável de vida. Se escolhemos rejeitar esse convívio ou colocá-lo em segundo plano, estaremos desperdiçando a única possibilidade de sermos totalmente completos e satisfeitos, e isso mesmo quando um deserto se formar ao nosso redor. Tornando pessoal João 4:14, mas quando nós bebermos da água que Jesus nos der nunca mais teremos sede. Pelo contrário, a água que Ele nos der se tornará em nós uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Luta contra o pecado).
Certa vez Jesus contou uma história para uma grande multidão que lhe acompanhava. Ele falou: "Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’. (Lucas 14:28-30 NVI). É verdade que pelo contexto da passagem no capítulo completo, quando Jesus usou essa ilustração, Ele se referia ao preço de segui-lo, à renúncia do nosso eu e das coisas dessa era que muitas vezes tomam o nosso coração, à perseguição e as injúrias que um discípulo dEle pode vir a passar. Ele discursava para as pessoas compreenderem a seriedade dessa escolha e se estavam mesmo dispostos arcar com o preço dela. Mas refletindo sobre os versículos acima, fiquei pensando: quantas vezes começamos a construir empreendimentos na nossa vida sem pensar o quanto eles irão nos custar? São empreendimentos alicerçados em nossa vontade própria, prazeres carnais desenfreados e no que o mundo, que não conhece a Deus, nos ensina. Lançamos os fundamentos do pecado e começamos a erguer sobre ele as paredes tortas. Quando percebemos o quanto está nos custando é um grande prejuízo que não temos como arcar. Já fomos longe de mais. É um alto preço. Infelizmente a sexualidade de muitas pessoas tem se fundamentado assim. Em algumas vezes por decisão de viver do seu próprio jeito, ao escolher o discurso desse mundo. Outras, tristemente tiveram seus alicerces lançados erroneamente antes mesmo de conseguir impedir o que estava acontecendo. Foram vítimas de abusos sexuais que causaram comportamentos danosos e apresentadas ao sexo de uma maneira totalmente deturpada. E ainda, aqueles(muitos) que não tiveram o privilégio de ser ensinados, seguindo apenas a repetição do padrão que viram ao seu redor. Pornografia, masturbação, sexo antes e/ou fora do casamento, prostituição, lascívia e tantos outros provenientes de uma sexualidade desviada do padrão bíblico são como tijolos de uma construção condenada que somente geram prejuízos físicos, emocionais e mais ainda, espirituais. São cobrados de nós com o passar do tempo e geralmente a longo prazo. Quem poderá arcar com tão alto preço? Parece não haver saída. Pode você ter se identificado por estar vivenciando alguma dessas realidades, mas o texto não é para te condenar, pelo contrário, é para dizer que sobre o custo que está saindo caro de mais para você, o preço do seu pecado o qual você não tem condição de lidar, existe Alguém que o pôde pagar. “Tetelestai”! É essa a expressão no grego que representa o que Jesus proferiu quando cravado na cruz do Calvário em sacrifício pelos nossos pecados. Ele falou: “está consumado”, “o preço foi pago”. “Tetelestai”! (João 19:30). A dívida que estava no meu e no seu nome foi retirada porque Ele a pagou! Ele arcou com os custos da nossa desobediência nos empreendimentos mal planejados. “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz.” (Colossenses 2:14 ARA). Você não precisa mais caminhar com o peso do preço dessa dívida. Existe esperança de um recomeço. Temos a liberdade para escolher reconstruir de uma maneira diferente, agora, sobre um firme alicerce que é Cristo! (Lucas 6:48/ 1ª Coríntios 3:11). Derrubar as paredes da estrutura antiga vai ser uma tarefa árdua e talvez demorada, mas não desista, há uma obra muito mais excelente a ser edificada em você! Por Jeane Chaves Ramos
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Jesus nos guia em meio ao Caos).
Infelizmente, grande parte do discurso cristão da atualidade, está envolvido por um apelo à prosperidade emocional. Há uma cobrança, nem sempre tão explicita, de que é preciso que tudo sempre vá bem. O sofrimento parece já não poder mais fazer parte da caminhada cristã, e se o mesmo nos aflige, algo deve estar errado. Vejamos, Paulo ressaltou as palavras: “Contudo, por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro” (Romanos 8:36 - NVI). Cristo também é o mesmo que, olhando em direção aos seus discípulos, afirmou sem deixar nenhum espaço para dúvidas em sua fala, “neste mundo vocês terão aflições” (João 16:33 - NVI). O fato de ser um cristão não me isenta dos sofrimentos consequentes do caos desse mundo caído em que vivo. A diferença é que, como seguidora de Jesus, Ele me prometeu que eu nunca, jamais, enfrentaria nenhum desses sozinha. É tão reconfortante que as últimas palavras que Jesus fez questão de deixar antes de subir aos céus, para preparar tudo até o Grande Dia da sua volta, foram, “e eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos" (Mateus 28:20). Essa é a promessa que Ele nos deixou, e que já tem se cumprido no aqui e agora: a Sua Presença! É a certeza de que não estamos entregues ao abandono. É o que motiva esperança à nossa árdua caminhada. Até porque – fazendo aplicação pessoal do Salmo 124 – se o Senhor não estivesse ao nosso lado quando as doenças nos assolaram e o luto nos envolveu; quando as dificuldades financeiras nos preocuparam e refizeram os nossos planos; quando o medo esteve ao nosso redor e a incredulidade quase roubou o nosso coração; a confusão desse mundo já teria nos engolido vivos, quando veio contra nós. Isaías profetizou: “No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando(...) nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu” 2 (Isaías 53: 4-5 - NTLH) A Salvação das nossas almas é o maior livramento do caos que o ser humano poderia receber. Quando o jugo insuportável que pesava sobre nós seria tirado de nossas costas. O jugo do nosso opressor e acusador, o Inimigo das nossas almas. Cristo já nos deu esse grande livramento por meio do Seu sacrifício na Cruz do Calvário! Ainda assim, até os dias de hoje, Jesus tem tomado para si as nossas dores humanas. Não foi sem razão que o salmista escreveu, “bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que cada dia suporta as nossas cargas” (Salmos 68:1 - NVI). A entrega de Cristo, levando sobre si os nossos fardos pesados, expressa também um convite diário, a você e a mim, de retribuirmos com uma nova entrega. No entanto, a que Ele nos pede é bem mais agradável: Dei-me seus fardos pesados e os troque pelo meu. Se cansados e sobrecarregados, temos um convite: “venham até mim, e eu lhes darei descanso”. Que resposta daremos hoje a esse doce convite? Eu creio Senhor que “
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Fruto do Espírito).
A manifestação do fruto do Espírito em nossas vidas é um privilégio que temos, enquanto cristãos, de ainda na nossa experiência humana vivenciar virtudes que pertencem ao próprio Deus. Esse fruto não se trata de sentimentos ou atitudes naturalmente humanas, mas algo do nosso Pai celeste compartilhado conosco, que nos conduz a encarar a vida, agir e reagir de maneiras totalmente inversas do que provavelmente faríamos enquanto homens e mulheres, regidos pela nossa vontade pecaminosa. Uma dessas virtudes que o fruto nos proporciona experimentar, de uma maneira totalmente nova do que estamos acostumados, é a bondade, “mas o fruto do Espírito é (...) bondade.” (Gálatas 5:22). Essa bondade não é no sentido de nos considerarmos bons, ou seja, melhores do que o outros, também não diz respeito apenas às ações generosas que praticamos por vezes, é algo ainda mais excelente! O Salmo 103:8-10 diz: “O Senhor é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor. Não acusa sem cessar nem fica ressentido para sempre; não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniquidades.” A bondade à luz do fruto do Espírito, trata-se dessa própria bondade de Deus manifesta agora também através de nós, os seus filhos. É um convite para, assim como nosso Deus, estendermos graça. E a bondade dEle não depende de merecimento, pelo contrário, “Ele faz nascer o sol sobre os maus e os bons” (Mateus 5:45) da mesma maneira, a Sua graça está estendida sobre todos, independentemente de obras. Jesus, em um de seus maiores ensinos, conhecido como o Sermão da Montanha, nos instruiu sobre como exercitar genuinamente essa verdadeira bondade a que somos encorajados agora: "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas. Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado. Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”. (Mateus 5:38-45). Pelo fruto do Espírito somos movidos a sermos bons, não apenas para com aqueles que também são conosco, mas desafiados a agir com bondade principalmente com aqueles que nos fizeram mal. Isso é estender graça, e isso testifica o nosso fruto e que estamos andando conforme o Espírito e não à carne (Gálatas 5:25), ou seja, totalmente na contramão do mundo e da nossa natureza humana caída. Algo interessante em notar, é que as virtudes do Espírito geralmente são voltadas, não para benefícios de nós mesmos, mas ao serviço do nosso próximo, como a bondade. Com isso, somos chamados a aplicá-la em nossos relacionamentos por meio do perdão, da ajuda, do socorro, da generosidade, não por merecimento de quem recebe, mas exclusivamente pela graça! É um exercício para nós, “não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.” (Romanos 12:21). Por Jeane Chaves Ramos
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Vivendo em paz, graça e unidade).
“Que Deus, aquele que concede paciência e ânimo, os ajude a viver em completa harmonia uns com os outros, como convém aos seguidores de Cristo Jesus”. (Romanos 15:5 NVT) O verso acima, que procede de uma das cartas mais abrangedoras da mensagem do evangelho escrita pelo apostolo Paulo, nos soa como um pedido, uma prece, uma oração para que os irmãos de Roma acima de tudo perseverassem na unidade entre si. Quando levamos em conta o capítulo anterior, se prestarmos atenção, veremos que este versículo é como um desfecho de uma questão que parecia estar acontecendo entre os cristãos romanos. Eles assim como nós, possuíam opiniões diferentes sobre determinados assuntos espirituais e Paulo os instrui a não se envolverem em discussões sobre quem está certo ou errado a ponto de perderem de vista o alvo mais importante: a harmonia e a edificação uns dos outros (Rm. 14:19). Viver em paz e unidade é mais que um desafio, é uma escolha. Não depende apenas de termos personalidade cordata, ou da nossa capacidade em sermos longânimes e compreensivos uns com outros, é preciso a ajuda do Senhor a conduzir nossos corações cheios de orgulho e justiça própria a possuir a mesma atitude de humildade e mansidão de Cristo. Somos conhecidos e chamados diante de Deus de maneira única e pessoal, mas assim como um corpo que possui vários membros distintos entre si só possui funcionalidade e vitalidade quando esses diferentes membros se submetem a um mesmo comando, nós precisamos nos direcionar e submeter a uma mesma mente e propósito. (Fp. 2:1-2) A glória de Deus se manifesta por meio da unidade. Não são raras as vezes que encontramos nas Escrituras referências sobre isso. Logo não somos reconhecidos somente como ovelhas, mas também como rebanho. Não somos apenas membros, fomos feitos corpo. Não somos só crentes, somos a Igreja! Até nosso Deus é triúno: três (Pai, Filho e Espírito) que se movem em unidade e perfeita harmonia. Jesus rogou por nós: “Minha oração é que todos eles sejam um, como nós somos um (...)eu dei a eles a glória que tu me deste, para que sejam um, como nós somos um(...)que eles experimentem a unidade perfeita, para que todo o mundo saiba que tu me enviaste e que os ama tanto quanto me amas”. (João 17:21-23). E agora é nossa vez. Em tempos de tantas divisões em nossa nação precisamos intensificar nossa oração por um espírito de unidade. Precisamos treinar e aperfeiçoar isso em nosso caminhar como cristãos. Viver tal coisa não significa que as nossas diferenças cessarão, mas que não nos deixaremos distrair por elas, perdendo foco da vida em glorificação a Deus e do testemunho do seu Filho ao mundo que se revela em nossas ações, comportamentos e palavras.
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Eu e minha língua).
“José, um levita de Chipre, a quem os apóstolos deram o nome de Barnabé, que significa ‘encorajador’” (Atos 4:36). O capítulo quatro de Atos conta para nós sobre a vida cristã comum entre aqueles que decidiam por ser seguidores de Jesus. Os que criam na mensagem do Evangelho, por iniciativas próprias, compartilhavam daquilo que tinham para suprir as necessidades uns dos outros. No meio da narração de todos esses acontecimentos marcantes do início da Igreja, o texto aparenta abrir parêntese para fazer destaque especial a um personagem. José, o levita de Chipre, mais conhecido por nós como Barnabé, é um personagem dos tempos da Igreja Primitiva que nos confronta e ensina com seu exemplo de cristão. O nosso conhecimento a respeito dele normalmente está muito mais ligado ao episódio da primeira viagem missionária em Atos 13 quando ele, juntamente com Paulo são separados pelo Espirito Santo e enviados à missão. Mas, na verdade, a primeira vez que a Bíblia faz menção de Barnabé é para destacar a sua virtude de encorajador. O texto não nos dá muitos detalhes do porquê os discípulos o batizaram com esse novo nome de um significado tão especial, mas conhecendo o contexto da Igreja naquela época, de tantos desafios e perseguições por parte de vários grupos, não é difícil imaginar como esse atributo de José de Chipre foi importante. Barnabé também foi quem motivou os discípulos a acreditarem no testemunho da conversão de Saulo/Paulo (Atos 9:27) e incentivar novos crentes em Antioquia a perseverarem no Evangelho de tal maneira que foi a primeira vez que os discípulos foram chamados “cristãos” (Atos 11:26). Ao contrário do encorajamento temos as palavras desmotivadoras, um exemplo disso está em Números 13 e 14, quando Deus disse a Moisés que enviasse chefes de cada tribo à Canaã para um reconhecimento de território. “Mas os homens que tinham ido com ele disseram: ‘Não podemos atacar aquele povo; é mais forte do que nós’. E espalharam entre os israelitas um relatório negativo acerca daquela terra” (Números 13:31-32). Todos com exceção de Josué e Calebe, ao perceber os desafios que estavam por vir, por meio de suas palavras desmotivadoras trouxeram ao povo grande lamento, medo, revolta e dúvida, colocando à prova a promessa que o próprio Deus os havia feito. Precisamos estar atentos às palavras de desmotivação que saem da nossa boca, pois elas sugerem para onde estamos olhando. Apenas para o que nos é possível ou para o que Cristo pode fazer. Para as coisas que se veem ou para àquilo que é eterno e está além de nossos limites. Elas podem apontar para um pecado: a falta de fé. E “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6a). Já o encorajamento faz parte da lista dos dons que recebemos pelo Espírito (Romanos 12), mas mesmo que não o tenhamos recebido dessa forma, como um dom, e não sejamos conhecidos como a pessoa mais encorajadora igual Barnabé, não podemos usar disso para justificar as palavras desmotivadoras que por vezes exercemos sobre os outros e nós mesmos. Que das nossas bocas emanem palavras de fé e não incredulidade. Palavras que vão levantar pessoas e gerações! Encorajar não tem a ver com iludir ou esconder de uma pessoa a real situação. Diz respeito a motivar o olhar e a atitude dela a um lugar mais elevado, além daquilo que se pode ver. É trazer ânimo e apontar para a própria esperança! Por Jeane Chaves Ramos
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Porção única).
A comparação é um aspecto presente em nossa vida desde muito cedo, mesmo que de maneira sutil. No momento em que nascemos – ou até antes – já começamos a ser expostos à comparação: “Esse bebê nasceu de parto normal, mas aquele outro a mãe precisou fazer uma cesárea.” “Essa criança foi amamentada somente com leite materno, mas aquele outro não conseguiu aderir ao seio. Precisou tomar formula.” “Ele aprendeu a andar mais cedo do que o irmão.” “A irmã dela quando tinha essa idade já falava tudo.” E assim vamos crescendo medidos por parâmetros alheios os quais não sabemos nem quem os fixaram. Estes julgam se somos bons ou ruins, se batemos a meta ou se ficamos a desejar. Alguns mais outros menos, mas é muito raro que alguém nunca tenha passado por uma situação em que foi comparado. Até que assumimos a mesma posição e repetimos a mesma atitude sobre nós mesmos ou sobre outros. A comparação é como uma balança adulterada, é injusta. Ela nunca nos diz: “seu irmão é muito bom em matemática, mas olha você com seu ótimo desempenho em inglês!”. Ao contrário, a comparação sempre nos leva a medir a nossa fraqueza com a força do outro. Nos induz a olhar para aquilo que temos em falta e que o outro tem com abundância. Mas não foi para isso que Deus nos criou. "Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". (Gênesis 1:27). O Senhor nos criou com várias caras, várias cores, personalidades, temperamentos, realidades de vida, estilo pessoal... em todas essas diferenças e singularidades, temos algo em comum: o privilégio de termos recebido características do próprio Deus e que Ele deseja manifestar ao mundo por meio de nós. Temos também histórias únicas. A verdade de ser bem sucedido não está em possuir a mesma história ou alcançar as mesmas coisas do outro, mas em viver o plano e a vocação pessoal direcionada por Deus. Vejamos na Bíblia: Deus levantou Débora como juíza, à Maria chamou para ser mãe e à Priscila lhe pôs como líder e discipuladora na Igreja. Três mulheres diferentes com propósitos diferentes. Qual delas viveu as mesmas coisas? Qual delas foi menos sucedida? Qual história teve menos valor? “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas”. (1ª Pedro 4:10). Ele também, pela sua infinita graça, tem distribuído dons conforme a Sua vontade, e os mais variados talentos capacitando a nós, suas filhas para viver conforme a vocação que Ele as entregou. Somos diversas e singulares, plurais e únicas. E por assim sermos, seguiremos influenciando e inspirando. Permitindo que Deus seja visto através da porção única depositada em nós.
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Fardos emocionais e a graça e Deus).
Já fazem anos, mas eu ainda me lembro muito bem. Ali estava eu, em meio àquele sepultamento. O pior lugar que eu pensei que pudesse estar, no pior dia que achava que pudesse viver. Eu estava tendo uma crise de choro, quando uma amiga me abraçou e mesmo sem saber muito o que dizer, ela sussurrou no meu ouvido as melhores palavras que eu poderia escutar naquele dia terrível, ela me disse: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). E esse consolo já se persevera há 13 anos. O episódio que narrei fez parte do dia de uma perda muito grande na minha infância que inaugurou um período de muita dor. A morte da minha mãe foi súbita e inesperada, não me deu nem ao menos o direito de tentar me preparar. Essa perda não tirou de mim apenas a pessoa que eu considerava a mais importante naquele momento, mas mudou toda a vida que eu conhecia até então. O processo de aprender a conviver com a perda foi longo, mas olhando para trás, hoje, vejo a tamanha graça e bondade de Deus em sua consolação e alívio com o fardo do luto e os pesos que vêm junto com ele. Quem sabe, nesse momento, você esteja lidando com algum. Eu sentia o peso da minha autocobrança em ficar logo bem. Em apenas alguns dias depois da morte da minha mãe, eu decidi voltar para a minha vida comum. Eu fui a escola, eu participei dos ministérios da igreja, eu fiz tudo como se a tristeza de todo aquele acontecimento dramático rapidamente já tivesse ficado para trás. A verdade é que eu não conseguia me permitir tempo. Mas descobri que Deus é amor, e o amor é paciente (1ª João 4:8 / 1ª Coríntios 13: 4). Se o Amor é paciente comigo, será que eu também não poderia ser? Eu sentia o peso do medo de sentir. Engoli lágrimas, reprimi emoções, chorei quase todas as noites daquele primeiro ano depois da perda, no meu quarto, abafando o choro no meu travesseiro, talvez pelo medo de ser vista como “coitadinha” e aceitar que eu ainda estava mal. Mas entendi que o próprio Jesus chorou (João 11:35). Em forma de homem Jesus não se poupou de experimentar nenhuma tristeza humana, pelo contrário, foi homem de dores, familiarizado com o sofrimento (Isaias 53:3). Será então, que eu também não poderia aceitar a minha humanidade? Eu sentia o peso de me sentir só. Mesmo com tantas pessoas ao meu redor, a sensação que eu tinha muitas vezes era de solidão. Mas Jesus me ajudou a aliviar esse peso me dando novos relacionamentos. Amigos, irmãos, pessoas que com certeza não iriam substituir uma mãe, mas iam me auxiliar na amizade, no cuidado, nos ensinos, nos conselhos na minha nova realidade de vida, “pois não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Quando leio essa passagem eu entendo que ela expressa mais do que Deus estabelecendo o matrimônio entre homem e mulher, mas nos afirmando que não fomos feitos para caminharmos sozinhos. Mas até hoje, ainda lidando com a falta, em alguns momentos eu me deparo com uma lágrima escorrendo no meu rosto. Ah, como eu a queria na minha formatura! Como eu gostaria que ela estivesse presente no meu casamento! E quando eu tiver os meus filhos, como vai ser? Mas sabe de uma coisa, Jesus me afirma que está tudo bem. Eu posso me entristecer com essas coisas, mas pela graça de Deus eu também “posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Por Jeane Chaves Ramos
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Eu e minha língua).
“Não dê atenção a todas as palavras que o povo diz, caso contrário, poderá ouvir o seu próprio servo falando mal de você; pois em seu coração você sabe que muitas vezes você também falou mal de outros”. (Eclesiastes 7:21-22). Temos que concordar com esses versículos, ninguém é inocente! Pessoas já pensaram e falaram mal nós. Nós já pensamos e falamos mal de outras pessoas. E seja lá o que foi falado ao nosso respeito, ou o que por nós foi dito, geralmente não era a verdade completa e redonda. Falamos mal de pessoas na infância, quando estávamos chateados com algum coleguinha nosso. Na adolescência, quando alguém deixou de fazer parte do nosso grupo. Ou na vida adulta, por tantos e variados motivos. A difamação é um pecado bem comum entre nós, mas algumas pessoas o têm em maior proporção. Difamação parece uma palavra pesada, mas a sua prática é bem simples e fácil de cometer no nosso dia-a-dia. Esses comentários maus que proferimos ou concordamos sobre outras pessoas muitas vezes podem ter a ver com sentimentos ou ideias mal formadas e ignorantes que temos delas. Julgamos precipitados ou baseados unicamente em nosso ponto de vista das coisas. Creio que é impossível falar dos pecados da língua sem avaliar primeiramente onde tudo começa: em nosso coração. Certa vez, Jesus advertiu: “(...)ouçam e entendam. O que entra pela boca não torna o homem impuro; mas o que sai de sua boca, isto o torna impuro” (Mateus 15:10-11). Porque o que sai da nossa boca está diretamente ligado ao nosso íntimo, e acusa o estado da nossa pureza de coração. A palavra “coração”, na Bíblia, tem diversos sentidos, e é usada para falar sobre diferentes coisas em determinadas ocasiões. Coração pode representar nossa mente e modo de pensar. Então as palavras más contra o outro só serão trocadas das nossas bocas se primeiro formos mudados naquilo que não está puro em nossos pensamentos, ou seja em nosso coração. Deixar a difamação para trás é se empenhar em atitudes intencionais. Não vai acontecer de uma hora para outra sem que não façamos nada. Precisamos buscar maneiras de resistir ao pecado. Se temos essa fraqueza é necessário reconhecer. Ficar longe daqueles que podem nos induzir a falar mal de outros, pois até mesmo o apenas ouvir e concordar com falácias maldosas contra o próximo consiste em difamação. A oração é outra maneira, só Deus pode nos dar uma revelação mais verdadeira sobre o nosso semelhante para não vivermos caminhando apenas sobre o que sentimos a respeito dele. Assim como a capacidade de amá-lo mesmo que não concordemos com algo seu. E o principal, é necessário purificar o nosso coração, enchendo nosso pensamento daquilo que é bom. A Bíblia nos entrega uma excelente receita para isso: “Finalmente irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas”(Filipenses 4:8). Precisamos usar essa peneira todos os dias. O que vamos deixar habitar nossos pensamentos sobre o próximo e consequentemente verbalizar em nossa boca? Seja o pedido do salmista a nossa oração: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu” (Salmos 19:14 ARA).
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Jesus nos guia em meio ao caos).
“No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito” (João 1:1-3). Jesus é o Verbo da vida. Ele é o meio pelo qual todas as coisas são feitas, renovadas e sustentadas. Ele estava no princípio com Deus, agindo como o “haja”, que fez da terra coberta de trevas, sem forma e vazia, a perfeita e maravilhosa obra da Criação (Gênesis 1). Esse mesmo Verbo é a essência da Palavra que nos é dada hoje, por meio das Escrituras como escudo e proteção, defesa e ataque nas tribulações e adversidades (Efésios 6:17). É a arma eficiente que nos capacita para não somente passarmos pelo caos, como também sermos participantes ativos na transformação desses cenários caóticos, por meio dele, a Palavra, o Verbo. Alcance a sua Bíblia e vamos refletir em uma situação de caos narrada em Ezequiel 37: 1-10. O capítulo conta que o profeta foi conduzido pelo Espírito do Senhor a um vale coberto de ossos que estavam sequíssimos. Era um contexto de morte e desordem total. O Espírito do Senhor conduziu Ezequiel até ali sem nenhum propósito? Digo qua não, pois o Espírito lhe deu um comando, Ele disse: “Profetize a esses ossos e diga-lhes: Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor”! (Ezequiel 37:4). Fico imaginando e parafraseando essa ordem dada. Na minha cabeça, ela soa assim: Escutem ossos secos, ouçam a Palavra, ouçam o Verbo! Aquele que é capaz de devolver-lhes a vida, de fazer aparecer carne novamente sobre vocês e os cobrir com pele, de lhes dar um espírito e os levantar como um enorme exército forte e poderoso sobre a terra! É importante observar que o Senhor não só estava presente naquele episódio ordenando todas as coisas em seu devido lugar e trazendo novas à existência, como também, anteriormente, fez um chamado ao seu servo profeta para participar dessa obra de novidade de vida por meio de uma atitude poderosa: o declarar da Palavra. Jesus nos guia em meios ao caos também ao nos oferecer amparo e proteção, quando nos equipa em todo tempo com a sua palavra para que possamos agir e reagir nos momentos de tribulações. Por isso em situações de crises e desordem, sejam pessoais ou externas, nós podemos tomar posse dela e proclamá-la . Jesus é O Verbo de Deus, a expressão da Palavra que pode mudar circunstâncias de obscuridade e confusão. Enquanto a nós, como proclamadores das Boas Novas, somos convocados para declará-lO sobre esses contextos, sobre a nossa casa, famílias e nações! A profetizar o “haja” vida sobre os cenários de escuridão e morte. Uma maneira apropriada para isso é orar fazendo o uso das Escrituras. Em suas orações declare salmos, proclame as promessas das ricas bençãos de salvação que Deus tem para o seu povo, na esperança que, Aquele que está assentado no Trono em breve nos dirá: "Eis que estou fazendo novas todas as coisas”(Apocalipse 21:5). Oração: Jesus, eu creio que tu és o Verbo de Deus. Te declaro sobre os contextos terriveis que me cercam, sobre as causas que parecem sem esperança. Não há impossíveis para Ti. Que a vida se manifeste por teu intermédio e todos os povos te adorem, em teu nome, Amém! Por Jeane Chaves Ramos
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Fruto do Espírito).
“entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.” (2ª Coríntios 6:10) Parece um paradoxo essa afirmação do apóstolo Paulo. Na verdade, não apenas parece, de fato é um paradoxo para o modo como o mundo, que não conhece a Deus, pensa e discursa. Se pensarmos em alegria a partir da perspectiva do mundo realmente nunca vamos conseguir viver a essência dessas palavras, porque nessa perspectiva é impossível que a tristeza e a alegria ocupem o mesmo lugar. No entanto, a alegria a que Paulo se refere aos Coríntios é uma virtude que compõe o fruto do Espírito, citado em Gálatas 5:22-23: “mas o fruto do Espírito é amor, alegria...”. Esse fruto é a obra do Espírito Santo manifesta na vida daqueles que estão em Cristo Jesus. É uma consequência de estarmos ligados a Ele (João 15:5). Somente o Espírito é capaz de produzir esse fruto, ele não é obra de força humana, e nem pode ser adquirido de nenhuma outra maneira. Por isso as virtudes que acompanham esse fruto também são tão diferenciadas, pois fogem ao nosso modo natural, como é o exemplo da alegria que Paulo está falando. Podemos pensar que qualquer pessoa pode ser alegre, então para que se faz necessário a obra do Espírito Santo? É verdade, todos podem passar por momentos de alegria, mas a alegria do Espírito é mais do que momentos, ela é um contentamento profundo, genuíno e ininterrupto em Deus. Também não vamos nos enganar, achando que isso quer nos dizer que como cristãos não podemos ter sentimentos de tristezas, admitir que estamos sofrendo, chorar e coisas do tipo, longe disso! Não é isso que Paulo está falando, e a Bíblia jamais nos convida para uma vida de negação ou para reprimir nossas emoções. Isso iria contra a maneira que Deus nos criou. Pelo contrário, o que podemos compreender com “entristecidos, mas sempre alegres” é que existe sim tristezas, e nós experimentamos dela por diversas vezes na nossa breve vida. Ela faz parte da nossa experiência humana, mas como crentes em Cristo, como filhos e terrenos férteis para o gerar do fruto do Espírito, somos capazes de, pela graça de Deus, vivenciar uma satisfação inexplicável, apesar de tudo isso. A alegria que vem do Senhor não é um estado de espírito, eu estou e daqui a pouco não mais. Não é expressa apenas por expressões faciais. Não depende de circunstâncias ou fatores externos, é permanente. É impossível termos isso de nós mesmos, apenas o Espírito é capaz nos proporcionar algo tão incrível! Além do mais, o objetivo dessa alegria não é nos fazer sentir bem. É interessante a gente notar que quando Paulo cita as virtudes do Espírito aos Gálatas, anteriormente ele estava falando sobre as obras da carne, ou seja, pecados humanos. Então a alegria como virtude desse fruto é para também nos aperfeiçoar na nossa luta presente contra o pecado que rodeia o nosso coração. A alegria gerada pelo Espírito que é experimentada por nós principalmente em momentos de aflições é uma verdadeira arma de defesa para nos preservar contra o pecado que pode nos tentar nesses tempos. O fruto do Espírito vence as obras da carne! Oração: Espírito Santo, que a cada dia eu viva a alegria do Senhor, que em todo tempo o meu coração esteja contente em meu Deus. Oro pelo teu trabalhar em mim, que seja o meu coração o terreno fértil onde nascerá o teu fruto. Me ensina a cada dia a viver e caminhar por Ti. Em nome de Jesus, eu oro. Amém. Por Jeane Chaves Ramos
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Disciplinas Espirituais).
"O Senhor voltou a chamá-lo como nas outras vezes: "Samuel, Samuel! " Então Samuel disse: "Fala, pois o teu servo está ouvindo". (1ª Samuel 3:10) Muitos de nós, senão todos, já passou na caminhada cristã momentos de pedir pela resposta do Senhor sobre algo, mas ter a sensação que Ele estava calado. Esperamos que alguém viesse falar com a gente a respeito do que estávamos orando, esperamos ter um sonho ou uma visão sobrenatural vinda dos céus, esperamos, esperamos e esperamos..., mas parece que nada aconteceu. Na verdade, o Senhor está sempre falando conosco, Ele está sempre nos chamando a ouvir a Sua voz, e nós estamos respondendo ou indo ouvi-la no lugar certo? Bem, existem mesmo momentos que o socorro ou a direção do Senhor sobre algo que desejamos vem em tempos diferentes do que humanamente queremos, mas também é muito verdade que, se de todas essas vezes as quais esperamos Deus falar, já teríamos encontrado a Sua voz há muito tempo se tivéssemos procurado escutá-la na Bíblia. As Escrituras Sagradas não é apenas um livro acessório do cristianismo, ela é a Palavra, e, consequentemente, a voz de Deus que fala com seus servos até hoje! Por ela encontramos a identidade de quem Deus nos fez, a nossa fé é acrescentada, somos sondados, instruídos, corrigidos, consolados, encorajados. Nela somos equipados pela Verdade da Palavra, descobrimos a que fomos chamados. Abrindo um parêntese... a respeito das Escrituras, também vale lembrar a importância do estudo da Palavra, não nos limitando somente à leitura em formato devocional, mas separar tempo para examiná-la. Você se recorda do que é narrado em Lucas 4? Antes de iniciar seu ministério público, Jesus é conduzido pelo Espírito Santo ao deserto a fim de ser tentando pelo diabo. O inimigo utilizou da própria Escritura, só que de maneira distorcida, para basear seus argumentos de tentação. Jesus, por sua vez, que conhecia profundamente o sentido original da Palavra, estava equipado para responder a todas elas. Eu, pessoalmente, lembro-me de dois momentos muito especiais e marcantes em minha vida em que a Bíblia foi exatamente a Voz de Deus falando comigo: a minha conversão a Cristo e o chamado a missões. Na primeira, era uma criança aos 11 anos de idade. Vinda de uma família católica, sempre me interessei por saber sobre Deus e até cheguei a fazer alguns anos de catequese. Mas foi lendo a Bíblia que comecei a ter minhas próprias reflexões e dúvidas sobre quem Deus é e a certeza de que Jesus é o Salvador. Nove anos mais tarde, agora na juventude, a narrativa do chamado dos primeiros discípulos (Mateus 4:18 -22) ecoava nos meus ouvidos e agitavam meu coração, parecendo que o próprio Jesus estava falando diretamente comigo, me fazendo o mesmo chamado que fez àqueles jovens: “Segue-me”. E esse chamado me impelia a reagir com a mesma atitude que eles: “e eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, o seguiram” (Mateus 4:22). Deus fala. Sua voz está acessível para nós. E as nossas Bíblias, estão abertas?
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Disciplinas Espirituais).
"Disse Deus: Não é bom que o homem esteja só". (Gênesis 2:18) Quando lemos essa passagem, é possível vermos além da narrativa de Deus estabelecendo o matrimônio, mas também uma afirmação séria de que nós, seres humanos, não fomos feitos para caminhar sozinhos. Fomos criados para relacionamentos! Chama a atenção que, na história da Criação, sempre encontramos Deus contemplando a Sua Obra e, em seguida, a afirmação "e viu Deus que era bom". A única vez que encontramos uma negativa é quando Ele reprova a solidão do homem, "não é bom que o homem esteja sozinho". Isso é mais do que sobre casamento (é também!), mas ainda é sobre amizade, irmandade e família em Cristo! E depois vem Jesus, cheio da plenitude da vontade de Deus a exata expressão do Pai, e ensina seus discípulos a irem de dois em dois (Lucas 10:1). Faz a promessa de que onde dois ou três estiverem reunidos, Ele se fará presente (Mateus 18:20). Que se dois concordarem em terra sobre qualquer assunto, isso lhes será feito pelo Pai (Mateus 18:19). Nos chama de ovelhas (sobrevivem em rebanho), ramos de uma mesma Videira (João 15:5). Nos faz membros de um só corpo. Nos traz a identidade de filhos (João 1:12), e logo somos irmãos de uma mesma e grande família. Infelizmente, o individualismo crescente na nossa sociedade tem afetado a prática da comunhão também entre os cristãos, apagando cada vez mais do nosso meio a beleza dessa disciplina espiritual. É claro, estamos em meio à pandemia, de uma doença que exige o distanciamento social, mas a questão é que o momento contribuiu em trazer à tona com mais clareza uma falha que, antes disso tudo, já havia e precisava ser reavaliada por nós. Além do mais, temos constantemente atrapalhado, misturando e confundido individualidade com individualismo, o que são duas coisas diferentes. A individualidade é o conjunto de características ou qualidades que tornam uma pessoa única e diferencia das outras. Já o individualismo, poderíamos dizer que é pegar essas características e diferença pessoal e colocá-las como superiores aos outros, como intocáveis. Dessa maneira, nos isolamos em nós mesmos para não permitir que isso que há em nós, que consideramos superior, seja ferido por algo ou alguém. “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro”. (Provérbios 27:17). Quando rejeitamos a comunhão, estamos abrindo mão de uma grande oportunidade para sermos moldados a cada dia. Lidar com a diferença do outro é antes de tudo um desafio pessoal, nos confrontar com comportamentos alheios e coisas nas quais nós também precisamos melhorar, é pagar o preço de sermos um. É um exercício de perdão, arrependimento, humildade e renúncia para que, juntos, possamos adentrar num nível mais profundo de aproximação à imagem de Cristo e experiência do Seu amor. “(...) e oro para que vocês, arraigados e alicerçados em amor, possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus. (Efésios 3:17-19). O Espírito Santo que habita no cristão o impulsiona à comunhão! Ainda que como pessoas diferentes tenhamos maneiras distintas de nos relacionar, uns mais falantes, outros menos, uns extrovertidos, outros mais contidos em si. Mas é na comunhão que encontramos encorajamento, consolação, confronto, suporte... viver distante disso é desviar do plano original para o qual Deus nos chamou: a sermos família! Pois “não é bom que o homem esteja só”. Fomos antes de tudo criados para Deus, mas necessariamente uns para os outros.
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Sabedoria no uso do tempo).
Já com pressa e preocupação com outros compromissos do seu dia, você chega num estabelecimento e descobre que o atendimento que foi em busca agora funciona apenas com data e hora marcada. Chateada com isso você vai para o agendamento onde está na quinta posição da fila. A última pessoa chamada está na sala há quase 10 minutos! Você aperta o botão do celular para conferir as horas a cada minuto e suspira fundo impaciente porque não faz ideia de quando finalmente será a sua vez. A verdade é que você está indignada porque tem muito mais ainda o que fazer e parece que ninguém está nem aí para o seu tempo. Se identificou com a situação? Já passou por alguma parecida? Pois é, isso aconteceu recentemente comigo. Chato não é?! É muito ruim esperar. Mas deixa eu te fazer uma pergunta, a mesma que eu também me fiz naquele momento: e quantas vezes você também já deixou alguém esperando? Já que o devocional é sobre sabedoria no uso do tempo, vamos falar de um mal que paira sobre a nossa cultura, um problema a ser vencido e que toca na ferida de muitas pessoas, inclusive na minha: O ATRASO. Para isso vamos recordar uma parábola contada por Jesus: "O Reino dos céus, pois, será semelhante a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo. Cinco delas eram insensatas, e cinco eram prudentes. As insensatas pegaram suas candeias, mas não levaram óleo consigo. As prudentes, porém, levaram óleo em vasilhas juntamente com suas candeias. O noivo demorou a chegar, e todas ficaram com sono e adormeceram. À meia-noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo se aproxima! Saiam para encontrá-lo!’ Então todas as virgens acordaram e prepararam suas candeias. As insensatas disseram às prudentes: ‘Deem-nos um pouco do seu óleo, pois as nossas candeias estão se apagando’. Elas responderam: ‘Não, pois pode ser que não haja o suficiente para nós e para vocês. Vão comprar óleo para vocês’. E saindo elas para comprar o óleo, chegou o noivo. As virgens que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial. E a porta foi fechada. "Mais tarde vieram também as outras e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abra a porta para nós! ’Mas ele respondeu: ‘A verdade é que não as conheço!’” (Mateus 25:1-12) Não queremos aqui focar no sentido original da parábola que inclusive é teologicamente interpretada em várias linhas diferentes de entendimento e nem criar uma nova interpretação teológica para ela, mas pensar na situação narrada a partir do assunto que estamos falando. Vamos refletir numa coisa: e se as virgens insensatas tivessem providenciado seus óleos com antecedência? E se elas não tivessem deixado para resolver o que precisavam naquele último momento, quando na verdade nem tempo havia mais, será que o final seria diferente? Será que elas chegariam antes da porta se fechar e ficarem do lado de fora? Bom, sobre a situação das virgens não há como de fato sabermos, mas de um outra coisa temos certeza: se levássemos mais à sério o tempo em relação aos nossos compromissos evitaríamos muitos problemas, tanto para nós mesmos, quanto a outras pessoas. Outro ponto que o hábito constante de nos atrasar fala é sobre a falta de zelo em cumprir com a nossa própria palavra. Assumimos a responsabilidade de chegar em um proposto horário, a entregar algo em determinado dia, mas em muitas vezes não tratamos o cumprimento disso tão importante. Jesus, porém, ensinou: “Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno". (Mateus 5:37). Precisamos reconhecer e lutar contra tudo isso que nos impede de sermos fieis e zelosos com o nosso tempo e o tempo do nosso próximo. E ao contrário de nos amoldar ao padrão desse mundo(cultura), renovar a nossa mente e atitudes ao exercício da sabedoria que é agradável a Deus e ao testemunho que damos também nessa área das nossas vidas. Gostaria te convidar a um desafio que será meu também: Nos próximos dias vamos observar coisas que nos atrapalham de vencer o atraso, pensar e pôr em prática estratégias que nos ajudem a superá-las. Que Deus seja glorificado através do uso do nosso tempo!
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Encontrando graça no ordinário).
O relato da jovem sendo escolhida por Deus para dar luz ao Salvador do mundo é uma das minhas narrativas bíblicas favoritas, e Maria uma das personagens femininas da Bíblia que mais têm minha admiração. Mas, para além de toda magnitude que essa história traz, ainda há algo mais maravilhoso na missão entregue à Maria: era extraordinariamente comum. Apesar de ser chamada para conceber do próprio Espírito Santo e dar luz ao Filho de Deus terem sido acontecimentos fora do natural e movidos pela ação divina, tudo não se resumiria somente a esses momentos sobrenaturais. A missão se entenderia também, ainda em maior parte, no viver diário de uma maternidade comum, com rotinas tarefas e desafios também comuns, e que provavelmente não era o tempo todo empolgante. A Bíblia narra o momento em que Maria se dispõe à missão que o anjo lhe anuncia e mais algumas rápidas cenas de algumas outras situações que envolvem esse acontecimento. Depois a cortina se fecha e já nos deparamos com Cristo em idade adulta – com exceção do Evangelho segundo Lucas que escreve sobre a viagem de Jesus com seus pais à Jerusalém quando ele tinha 12 anos. A questão é: a Bíblia não nos dá detalhes sobre o dia a dia de Maria sendo mãe, mas provavelmente não era muito diferente do meu. Dá banho, alimenta, põe para dormir. Troca fralda, acolhe o choro, dá colo, brinca, o ajuda a engatinhar, sentar, andar, falar... Jesus veio em corpo humano. E assim como qualquer outro bebê, precisou ser acalentado e cuidado por sua mãe que em meio a tudo isso, se encontrava bem ali na repetição do cotidiano, na rotina do viver diário. Apesar da história bíblica não narrar Maria exercendo sua maternidade diária, não quer dizer que o trabalho não posto em versos bíblicos não tinha valor ou não era importante. Na verdade isso nos leva a pensar sobre algo: é no secreto dos nossos lares, no cotidiano longe dos olhares expectadores do público, que estamos sendo moldados e treinados a verdadeiramente vivermos para a glória de Deus. O fruto do Espírito (Gálatas 5:22,23) nunca foi tão testado em mim quanto no último ano frenético e monótono, em casa, cuidado do meu filho em seu primeiro ano de vida. O significado dos princípios cristãos: renúncia, altruísmo, empatia... nunca haviam sido tão palpáveis antes. É também no cotidiano que aprendemos que precisamos e dependemos do Senhor e do seu Espírito atuando em nós para tudo. Não somente para orar, profetizar, ministrar, pregar, ensinar, mas também para as coisas rotineiras e ordinárias da vida. Eu dependo da fidelidade e do domínio próprio vindos do Espírito Santo para contar até 10, 20, 30 e quanto mais for necessário, e me manter fiel aos princípios que norteiam minhas atitudes, mesmo quando eu só quero jogar tudo para cima. Eu necessito de bondade e paciência que emanam do Espírito para acolher meu filho em múltiplos despertares em meio a uma madrugada que estou exausta e com muito sono. Eu careço tanto da amabilidade e mansidão dele para falar e tratar em amor as pessoas ao meu redor quando tudo que há em mim é estresse acumulado. Eu preciso dele para conseguir me alegrar nas coisas repetitivas e simples. Eu sou necessitada da Sua paz! “Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade”. (Hebreus 4:16). Essa graça me está sempre disponível e eu a encontro sempre que a procuro, sempre que a necessito, quer para um milagre, quer para um desafio do meu dia comum. Eu sempre posso contar com ela! Você também. Pedro, escreve para nós, que partilhamos da mesma fé em Cristo, um lembrete importante de estar ao alcance dos nossos olhos enquanto vivemos o nosso dia, e é também com ele que eu gostaria de finalizar este texto: “Seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude.” (2ª Pedro 1:3). De todas as coisas que necessitamos para a vida, em Cristo encontramos tudo!
(Publicado pelo site do ministério Vem e Vamos no plano devocional: Eu e minha língua).
Um dos louvores que cantamos e dançamos com as crianças nos cultos infantis do projeto que faço parte, quase sempre me confronta em um trecho que diz: “não vou ficar chorando vendo a vida passar, vou entoar meu canto, louvando com alegria até o sol raiar!”. A murmuração concentra nossa atenção nas coisas que não foram ou não estão do jeito que gostaríamos, nos atrapalhando de contemplar as maravilhas que o nosso Deus realiza todos os dias, enquanto a vida passa bem diante dos nossos olhos. Ela nos cega. Endurece o nosso coração. Afasta de nós o espírito de gratidão. Aconteceu isso com o povo de Israel. Após terem o seu clamor respondido e serem libertos das centenas de anos de sofrimento e escravidão no Egito, os israelitas ainda não estavam satisfeitos. Eles foram testemunhas oculares e provaram de alguns dos sinais mais extraordinários de livramento e providência do Senhor, mas ainda não estavam contentes. “Eles esqueceram o que ele tinha feito, as maravilhas que lhes havia mostrado. Ele fez milagres diante dos seus antepassados, na terra de Zoã. Dividiu o mar para que pudessem passar, fez a água erguer-se como um muro. Ele os guiou com a nuvem de dia e com a luz do fogo de noite. Fendeu as rochas no deserto e deu-lhes tanta água como a que flui das profundezas; da pedra fez sair regatos e fluir água como um rio. Mas contra ele continuaram a pecar, revoltando-se no deserto contra o Altíssimo. Deliberadamente puseram Deus à prova, exigindo o que desejavam comer” (Salmos 78:11-18). Pode até ser comum se questionar porque Deus ainda continuava amando e cuidando de um povo tão ingrato! Mas tem uma coisa, Israel sou eu! Porque as palavras de murmuração não foi só um problema dos hebreus no passado, é meu também. É nosso! E pode acontecer de maneira bem sútil. Murmuramos de quase tudo. Se queremos e não temos. Se recebemos achamos que ainda falta algo a mais. E a busca se torna quase infinita. A murmuração de alguma maneira é como se disséssemos para Deus que se estivéssemos no lugar dele nos daríamos coisa melhor e o que Ele faz por nós não é suficientemente bom. Mas Jesus certa vez contou uma parábola que nos ensina muito a respeito disso: “O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou” (Mateus 13:45-46). O negociante deu tudo o que tinha e encerrou sua busca, compreendeu que não havia mais nada para encontrar. Não haveria mais nada no mundo tão valioso quanto aquilo que encontrou. Estava satisfeito. Enquanto a nós? Será que as nossas palavras de murmuração revelam que ainda não vivemos uma vida em que Jesus é suficiente e a graça do Senhor nos basta? O que tanto procuramos e continuamos tão insatisfeitos? O que estamos esperando obter para de fato sermos felizes? Onde entendemos que é a nossa fonte de alegria e satisfação? Acaso poderemos encontrar tesouro maior do que Cristo? Jesus quer ser nosso tesouro suficiente. O Seu amor dura para sempre. Por causa dele somos herdeiros de Deus e de suas promessas. Ele é o pão que nos alimenta e jamais teremos fome, a água que sacia eternamente nossa sede. Ele é o que provê não o que queremos, mas de fato o que necessitamos. Quando a murmuração e a ingratidão quiserem roubar o seu coração, medite em versículos que declaram a suficiência de Jesus. Aqui estão alguns deles: Salmos 23:1, Mateus 6:26, João 4:14, João 6:48.
Jeane demonstrou extremo comprometimento, colaborando tanto como escritora quanto na revisão textual dos devocionais de outras escritoras.
Durante todo o tempo em que esteve envolvida no projeto, Jeane demonstrou conhecimento bíblico, excelência na escrita e grande responsabilidade com os temas tratados. Também destaco seu comprometimento com prazos e sua disposição em contribuir com o projeto.
Jeane escreve com verdade e clareza; creio que continuará sendo uma bênção onde quer que venha a contribuir com o dom que recebeu do Senhor.
Danielli Cadore - Criadora e responsável pelo ministério Vem e Vamos
(Publicado pelo site da organização Missão Vida em Foco).
Cerca de 400 anos após se mudarem para o Egito e séculos vivendo sob opressão, o clamor de socorro dos israelitas subiu aos ouvidos do Senhor Deus que decidiu que era aquele o tempo em que seu povo escolhido para manifestar a sua glória entre as nações seria liberto das mãos de Faraó. Enviou, Deus, o seu servo Moisés que em nome do Senhor realizou sinais e maravilhas aos olhos de todos. As pragas que acometeram as terras egípcias eram a voz poderosa de Deus bradando a Faraó: “Deixa meu povo ir!”. O último brado do Senhor, a décima praga, quando todos os filhos mais velhos dos egípcios seriam mortos, deu origem à celebração da primeira Páscoa. Foi aqui que tudo começou. Disse Moisés orientado por Deus: “Vão, escolham um cordeiro (sem defeito) ou um cabrito para cada família e sacrifiquem o animal para a Páscoa. Deixem o sangue escorrer para uma vasilha. Tomem um feixe de ramos de hissopo e molhem-no com o sangue. Usando o hissopo, passem o sangue nos batentes laterais e no alto da porta das casas. Ninguém saia de casa até o amanhecer, pois o Senhor passará pela terra para ferir mortalmente os egípcios. Mas, quando ele vir o sangue nas laterais e no alto da porta, passará por sobre aquela casa. Não permitirá que o anjo da morte entre em suas casas para matar vocês. (Êxodo 12:21-23). Naquele mesmo dia, o Senhor tirou os israelitas da terra do Egito e ordenou que dali em diante a Páscoa fosse celebrada todos os anos como um memorial de quando o seu povo passou de escravos para a livres, e teve as suas vidas poupadas por causa da misericórdia de Deus ao ver em suas portas a marca do sangue do cordeiro sacrificado. Autor(a): Jeane Chaves
(Publicado pelo site da organização Missão Vida em Foco em campanha do Setembro Amarelo).
Mesmo sabendo que fomos tecidos de maneira admirável pelo Criador (Salmos 139:14) e que nossa existência é de grande valor e propósito, não estamos, por enquanto, salvos de passar por momentos conturbados e conflituosos. O pecado no mundo traz consigo dores, lutos, enfermidades, traições, desânimo, angústias… que nos afligem constantemente. Como encarar esses momentos de escuridão de uma maneira melhor? Creio que podemos aprender grandes lições com o próprio Jesus, quando observamos o estilo de vida que Ele levou enquanto esteve nessa terra. Espiritualidade (Ele, porém, se retirava para lugares isolados, a fim de orar. - Lucas 5:16): Jesus mantinha uma vida de devoção e busca a Deus que o preenchia, orientava e fortalecia para lidar com as demandas da vida. Comunhão e relacionamento (Levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu e começou a ficar triste e angustiado. "Minha alma está profundamente triste, a ponto de morrer", disse ele. "Fiquem aqui e vigiem comigo". Mateus 26: 37-38): Jesus caminhava com pessoas, comia com pessoas. Ele se convidada para ir visita- las. Ele tinha amigos chegados e os chamava para participarem de suas angústias. Solitude (Logo cedo na manhã seguinte, Jesus retirou-se para um lugar isolado. As multidões o procuravam por toda parte e, quando finalmente o encontraram, suplicaram que não as deixasse. - Lucas 4:42) Por vezes Jesus se retirava do meio da multidão de pessoas a fim de ter momentos reservados consigo mesmo. Diferente da solidão, a solitude não nos afasta emocionalmente das pessoas, mas tem o propósito de nos encorajar a regularmente apreciarmos a nossa própria companhia. Altruísmo (Quando o sol se pôs, as pessoas trouxeram seus familiares enfermos até ele. Qualquer que fosse a doença, ao pôr as mãos sobre eles, Jesus curava a todos. Lucas 4:40): Jesus não centralizava suas energias apenas em si mesmo ou nas suas circunstâncias adversas que o envolvia, mas a investia em se atentar e ajudar a outros. Propósito (Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar os perdidos”. Lucas 19:10): Jesus não tratava a sua existência de maneira vazia. Ele tinha propósitos e objetivos, e posicionava a sua vida em direção a eles. Descanso (Jesus lhes disse: "Vamos sozinhos até um lugar tranquilo para descansar um pouco", pois tanta gente ia e vinha que eles não tinham tempo nem para comer. Marcos 6:31): Apesar de ser muito solicitado e ocupado, Jesus também tirava tempo oportuno para descansar e revigorar sua vitalidade física e mental. Contemplação (Observem como crescem os lírios do campo. Não trabalham nem fazem roupas e, no entanto, nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como eles. Mateus 6:28-29) Jesus buscava encontrar graça e bondade de Deus na criação e nas coisas simples ao seu redor. Além de tudo isso, Jesus também abraçou a sua humanidade. Em outras palavras, Jesus permitiu-se carecer, ser vulnerável… ser humano, algo do qual a pós modernidade tem nos levado para longe cada vez mais. Abraçar a nossa humanidade não significa ser complacente com os nossos pecados e mazelas humanas, mas compreender que além de tudo o que é bom, também faz parte dessa experiência o erro, as decepções, os dias bons e maus…chorar, sentir, não saber, depender, precisar… E a nossa esperança é que em um grande Dia seremos preenchidos e satisfeitos em todas as nossas necessidades por aquele que necessitado se fez por nós. Por: Jeane Chaves Ramos (Missionária MVF Brasil)
(Publicado pelo site da organização Missão Vida em Foco).
Centenas de anos passados da primeira páscoa, quando Deus livrou os israelitas da opressão egípcia, inúmeros cordeiros já haviam sido oferecidos como sacrifício anual pelos hebreus. Não importava se no ano anterior eles já tinham sacrificado um animal, naquele ano teriam que fazer de novo! E no próximo ano fariam novamente! Pois isso garantia a misericórdia de Deus sobre eles com o perdão sobre as suas culpas. Mas quando Jesus, o próprio filho de Deus foi enviado ao mundo, Ele se tornou o sacrifício suficiente! Assim como na primeira pascoa, quando os israelitas ainda estavam no Egito, o sangue do animal morto marcado em suas portas garantiu livramento a suas vidas e liberdade do domínio egípcio, a morte e a ressureição de Cristo para perdão dos nossos pecados simboliza o Cordeiro perfeito de Deus que teve seu sangue derramado na cruz para livrar os seres humanos da condenação eterna, da escravidão e domínio do pecado. Jesus é o Cordeiro Pascal. Ele é a Páscoa! Autor(a): Jeane Chaves




















