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QUANDO O POUCO SE FAZ MUITO

  • Foto do escritor: Jeane Chaves
    Jeane Chaves
  • 21 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de jul. de 2025


É impressionante a quantidade de relatos bíblicos extraordinários marcados por histórias de homens e mulheres que não tinham muita coisa, mas foi da vontade de Deus usar o pouco que eles tinham.


Vimos isso no chamado de Moisés: “Então o Senhor lhe perguntou: ‘Que é isso

em sua mão?’ ‘Uma vara’, respondeu ele”. (Êxodo 4:2).


Ali em Midiã, antes de ser conhecido como grande líder dos hebreus e há aproximadamente 40 anos distante da realeza do Egito, na ocupação de pastorear ovelhas, uma simples vara (até então), era a ferramenta que Moisés possuía em suas mãos e dominava com destreza. Essa vara, sem dúvida, foi um símbolo presente na maioria dos sinais que Deus operou através da vida de Moisés na maravilhosa trajetória ao Êxodo.


Vimos isso também na vitória de Davi contra Golias: “(...) escolheu no riacho cinco pedras lisas, colocou-as na bolsa, isto é, no seu alforje de pastor e, com sua atiradeira na mão, aproximou-se do filisteu”. (1 Samuel 17:40). Ainda jovem, décadas antes do seu reinado sobre Israel, não era com grandes armas de guerra que Davi estava acostumado. A atiradeira, no entanto, era um artefato presente no seu trabalho diário, pelos perigosos campos, ao cuidar e proteger as ovelhas da sua família. Atiradeira que é lembrada até hoje quando fazemos memória da história do triunfo do pequeno Davi contra o gigante filisteu.


O sobrenatural operou pelo natural. O extraordinário aconteceu por meio de coisas que eram comuns no dia-a-dia desses homens. Se manifestou pela disposição de pessoas. Ah! Deus ama usar pessoas. Até para enviar seu Filho ao mundo, escolheu nascer de uma mulher!


Em João 6 Jesus encoraja os seus discípulos a alimentarem uma grande multidão de mais de 5 mil homens (sem contar mulheres e crianças). Ao contabilizar o que eles tinham disponível de comida – cinco pães e dois peixes – a resposta deles é muito parecida com a que provavelmente nós também daríamos: "o que é isso para alimentar toda essa gente?"(João 6:8).


Por uma parte os discípulos estavam certos, aquela quantidade de comida não chegaria para alimentar todo aquele povo, assim como uma vara não seria suficiente para abrir o Mar Vermelho, ou um estilingue para derrotar um amedrontador exército inimigo. Mas o Senhor quer pegar o nosso pouco e transformar no muito que Ele pode fazer!


Hoje quero te encorajar a fazer diferença no mundo colocando o pouco que você tem em suas mãos à disposição de Deus. Quero te encorajar a obedecer a convocação do chamado dele, de ser um parceiro na manifestação da Sua glória por meio da vocação que Ele já te entregou quando te proporcionou recursos, habilidades e características singulares. Quero te motivar a desenterrar e multiplicar os talentos. A “tirar do papel” aqueles projetos que estão em seu coração, mas que você até agora apenas guardou por se achar muito pequeno(a), incapaz ou insuficientemente bom. E de fato, nós somos, mas o nosso Deus não é!


Você não sabe quanto vale o que você tem para oferecer e chama de “pouco”, até que esse pouco é entregue a Deus e se torna a resposta da oração de alguém. São nessas horas que duas moedinhas de uma pobre viúva podem se tornar a maior das ofertas.


Se temos a Cristo, será que ainda é pouco o que temos para oferecer?


Por: Jeane Chaves Ramos

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