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O FRUTO QUE ALIMENTA

  • Foto do escritor: Jeane Chaves
    Jeane Chaves
  • 30 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Se um dia uma pessoa creu em seu coração e confessou com a sua boca que Jesus Cristo é o único e suficiente Salvador dela, uma coisa é certa, a partir daquele momento ela foi chamada à frutificar.


Para o cristão a frutificação não é uma escolha, é um desígnio. É um acontecimento consequente e natural ao se estar em Cristo. Suas palavras nos dizem: “Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto” (João 15:5a). E o propósito dessa frutificação é fazer o Pai glorificado (João 15:8).


Mas, ao inverso da sociedade ativista que mede a nossa produção pela quantidade de afazeres, o processo de frutificação do cristão não se resume ao tanto de tarefas que ele realiza para Deus. Não tem a ver com quantos ministérios da igreja ele se envolve.


Sou missionária, já servi em diferentes locais, projetos e atividades. Já cheguei ao final de muitos dias exausta por passar a maior parte do meu tempo

trabalhando para Deus, mas tenho aprendido que ainda não é meramente isso que Jesus aguarda de mim.


“Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça”(João 15:16).


“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22).


O fruto que Jesus nos fala que daremos se estivermos nele não diz respeito só aos resultados que podemos apresentar pelo nosso trabalho e esforço. De maneira mais profunda e importante, diz respeito ao fruto do Espírito que por Ele mesmo é gerado e aperfeiçoado em nós.


Esse é o fruto que permanece. Ele começa em nós aqui, mas se prolongará por toda eternidade. O fruto que, primeiramente, deve servir de maneira tão genuína a nós, que em virtude disso nos levará verdadeiramente a transparecer Jesus aos outros. É o fruto do Espírito que precisa ser gerado em nós e o restante das coisas, o nosso servir, o nosso fazer para Deus, será apenas uma consequência disso.


Precisamos e dependemos de Deus para dar fruto. Ao contrário, poderemos fazer um milhão de coisas, mas nenhuma ficará para eternidade.


Gosto de pensar que, quando Jesus nos chamou para alimentar os famintos, Ele visionava as pessoas satisfeitas do fruto do Espírito que foi gerado em nós. Imagina o triste saboreando da nossa alegria, o angustiado se fartando da nossa paz, o perverso desfrutando da nossa bondade, o ansioso se deliciando da nossa paciência, o irado se saciando da nossa mansidão e domínio próprio, o traído provando da nossa fidelidade, o duro de coração se nutrindo da nossa amabilidade e amor?! Isso, com certeza, faria diferença na escuridão de muitas pessoas.


Que o Espírito trabalhe em nós de modo que venhamos a dar muito fruto!


Por: Jeane Chaves Ramos


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