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GRAÇA DE MAIS PARA CRER?

  • Foto do escritor: Jeane Chaves
    Jeane Chaves
  • 21 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 8 de jul. de 2025



Inúmeros estudos científicos já apontaram que o ser humano tem uma grande tendência comportamental de favorecer eventos negativos a positivos. Temos maior facilidade de acreditar em notícias ruins do que em boas. Parece ser mais fácil levarmos em conta a veracidade de uma morte, violência, tragédia, roubo e outros acontecimentos do tipo, do que crer, por exemplo, na cura, na transformação, na mudança, na boa ação de alguém...na paz. Enquanto a esses últimos, a nossa primeira postura geralmente é cética.


Será que essa falta de fé no que é bom é somente consequência natural da enxurrada de maldade que nos cerca diariamente e que nos faz duvidar de que algo diferente disso seja real? Ou será que o nosso coração pecador está afundado na incredulidade?


É sobre essa incredulidade no que é bom que Paulo questiona os líderes judeus que o acusavam: “Por que lhes parece tão incrível que Deus ressuscite os mortos?” (Atos 26:8). Vivendo séculos submersos em tradições rígidas e um sistema de “olho por olho, dente por dente”, parecia difícil demais para aqueles líderes crerem na Boa Notícia do evangelho e da Nova Aliança, na qual Deus enviou o seu Filho que morreu para perdão dos nossos pecados, tendo ressuscitado ao terceiro dia e ascendido aos céus. Parecia difícil demais crer que não eram os rituais, sacrifícios ou mesmo as suas boas obras que os salvariam, mas que seus pecados de ontem, hoje e amanhã já estavam perdoados de uma vez por todas, não porque eles mereciam ou tinham feito alguma coisa. Era graça demais para crer!


Enquanto a nós, é possível que nossa boca anuncie que cremos na salvação de Deus e em seu poder, ao passo que duvidamos constantemente em nosso coração. Temos sido mais receptivos a aceitar as más notícias do que os sinais que seguem as Boas Novas. Mais propícios a considerar a condenação do que o perdão, a ruína do que a restauração, a morte do que a vida, a doença do que o milagre, a perdição do que a transformação.


Gostaria de lembrar verdades essenciais ao meu e ao seu coração: a mão do Senhor não está encolhida e o Reino de Deus não é inerte. Esse Reino está em constante movimento e o Rei dele é poderoso para fazer infinitamente muito além do que tudo que pedimos ou sequer imaginamos. Por que nos parece tão incrível que Deus ressuscite os mortos? Por que nos parece tão incrível que a sua graça perdoe, que seu poder cure, que seu amor alcance, que seu poder transforme? É exatamente isso que o evangelho é. É exatamente isso que o evangelho faz!


Como está escrito: “sem fé é impossível agradar a Deus. Quem deseja se aproximar de Deus deve crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”(Hb 11:6). Então, querido coração, creia, pois, para você e todo o povo, eis que já é chegada Boas Novas de alegria!


Por: Jeane Chaves Ramos


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